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Amazônia no Rio

 Palestra “Amazônia no Rio” com Yolanda Kakabadse lota auditório da PUC

 

Yolanda Kakabadse, Presidente do Conselho Mundial da WWF, veio à PUC-Rio nesta segunda-feira (08/09), para ministrar a palestra “Amazônia no Rio”, realizada pelo Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA). A abertura foi feita pelo Reitor da PUC-Rio, Padre Josafá Carlos de Siqueira SJ, seguido por Luiz Felipe Guanaes, Diretor do NIMA, e por Cláudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva. Os três reforçaram a importância do bioma Amazônia para o mundo e a necessidade de iniciativas como esta, que conscientizem e estimulem alunos, professores e interessados a pensar soluções para os problemas amazônicos. O auditório lotado mostrou que as pessoas corresponderam ao chamado.

Durante toda a palestra, Yolanda fez questão de lembrar a gravidade da situação atual. “Não falo mais de mudanças climáticas, falo de crises climáticas. Acho que todos precisam falar que estamos em uma crise, porque a palavra mudança não é suficiente para fazer o público se dar conta de que as primeiras vítimas não são apenas os pobres e mais vulneráveis, as primeiras e únicas vítimas são a humanidade”. A seca em São Paulo é um exemplo da urgência deste chamado do planeta.

Yolanda, que já foi Ministra do Meio Ambiente do Equador, sabe das barreiras políticas que existem, principalmente pela falta de vontade dos governantes. "Por mais que seja horrível, acho importante que alguns poderosos sofram consequências da crise climática, pois, se não há drama, ninguém sente a necessidade de atuar". Referência à recente adesão à causa ambiental dos líderes Barack Obama (Estados Unidos) e David Cameron (Reino Unido), após incidentes como furacões e enchentes ocorridos em seus países.

Ela também expôs as recomendações da “Agenda de Seguridade Climática para a Amazônia”, documento que explica como a Amazônia garante a segurança hídrica, energética, alimentar e de saúde dentro e fora da região. Segundo ela, a melhor forma de preservar esse patrimônio é através do mapeamento e monitoramento das áreas prioritárias, além de criar “grupos de nexos” nacionais para auxiliar e informar a tomada de decisões em todos os setores.

Em dezembro, acontecerá a 20ª edição da Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP - 20), em Lima, no Peru. Todos os olhares estarão voltados para o Peru, inclusive os de Yolanda, que acredita que trabalhar com os atores locais de cidades, de populações, de governos e de Estados amazônicos talvez seja o caminho mais eficiente para a preservação da Amazônia. “As decisões que vem de uma esfera muito acima e distante são difíceis de aplicar, mas quando as decisões se tomam naquela localidade, nos governos, nos pequenos estados, elas têm mais potencial de, primeiro, implementar-se em tempos mais curtos e, segundo, de conseguir a participação da comunidade local.”

Ao final do evento, todos foram convidados para conhecer a, então inaugurada, exposição “Amazônia no Rio”, que estará em exibição na Estação de Educação Ambiental da PUC-Rio. 

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