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Vivemos em um contexto social onde a educação é uma das mediações mais eficazes na formação ético-ambiental das atuais e futuras gerações. A educação ambiental é um processo onde os indivíduos e as sociedades constroem valores éticos para gerar uma qualidade de vida melhor e manter uma relação mais sustentável entre os espaços sociais e ambientais.

Na Estação de Educação Ambiental localizada no campus da PUC-Rio a meta é a promoção e o desenvolvimento da educação ambiental. Desta maneira, a idéia é de que esta área aproxime-se de um jardim sensorial, onde o trabalho de educação ambiental possa acontecer de forma bem didática a partir da experiência empírica e sensitiva.

"Os jardins botânicos têm estado também nitidamente associados à medicina e à farmácia. De fato, do século XVI em diante, os primeiros jardins botânicos europeus eram fundações médicas universitárias com o objetivo básico de fornecer material - tanto espécimes vivos como drogas em si - para ser utilizado por estudantes de medicina. Este vínculo com a medicina e a farmácia foi diminuindo gradativamente, e só muito recentemente os jardins botânicos passaram a ser encarados novamente como importantes centros de estudo e conservação de plantas medicinais, como consequencia do reconhecimento da importância fundamental de tais plantas nos programas de assistência à saúde de muitos países em desenvolvimento" (Heyhood,V.H. 1989. Botanic gardens and The conservation of medicinal plants. In Heyhood, V.H. e Synge, H. (editores). The Conservation of Medicinal Plants. Cambridge University Press.)

A Estação é dividida em diferentes setores que propiciam a aplicação de técnicas de plantio, manejo e consórcio de espécies medicinais arbustivas e arbóreas. Logo na entrada existe uma pequena área que reproduz um jardim do bioma Restinga. Um viveiro de espécies nativas de diferentes biomas que ocorrem no território nacional com ênfase no bioma de Mata Atlântica propiciando mudas para o plantio em escolas participantes do projeto de educação ambiental, bem como a conservação da Mata Atlântica e ecossistemas associados. Baseado nos conceitos de ecologia, hidrologia e conservação dos solos. Um setor de compostagem e duas áreas de Experimentação Consorciada.

A PUC-Rio em conjunto com o NIMA, produziu uma Agenda Ambiental, e a importância da Estação de Educação Ambiental frente às diretrizes e metas da Agenda. Faz com que a Estação se insira na Agenda Ambiental da PUC-Rio diretamente nosquatro eixos temáticos de trabalho específicos, a saber: Biodiversidade; Água e Energia; Materiais e Resíduos e Educação Ambiental.

Especificações das áreas que compõem a Estação de Educação Ambiental:

Horto Medicinales: O horto busca através do cultivo de plantas medicinais aproximar o conhecimento científico da sabedoria popular para que esta inter-relação seja ampliada tendo como base um equilíbrio entre o social e a natureza.Localizado em duas áreas: na primeira é composta por sete canteiros com espécies medicinais de uso popular como: Alecrim, Balsamo, Boldo, Capim Limão, Citronela, Cravo, Hortelã, Manjericão, Menta, Orégano, Poejo, Tomilho e outros. Na segunda é composta por plantas de espécies arbóreas e arbustivas de uso medicinal de diferentes ecossistemas, com enfoque na Família Botânica das Myrtaceae (pitanga, araçá, etc);

Viveiro: para a produção de mudas de espécies arbóreas e arbustivas significativas dos Ecossistemas de Mata Atlântica, Restinga, Mata Ciliar e outros. A produção de espécies do viveiro terá como destino o plantio no Campus da Universidade bem como, doação para plantio nas Escolas Públicas participantes do Projeto de Educação Ambiental que ocorre na Universidade. A importância deste setor da estação é a representação de espécies ameaçadas de vital importância para o funcionamento do ecossistema no entorno (Vale da Gávea), uma vez que este espaço, além de representar um recorte da Mata Atlântica da Cidade do Rio de Janeiro (e todas as alterações antrópicas sujeitas ao ambiente), funciona ainda como uma coleção e estoque de material genético de inúmeras espécies brasileiras.

Setor de Compostagem : é o processo de transformação de materiais grosseiros, como folhas e sobras de alimentos, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura (no experimento da Estação usamos somente folhas e galhos da flora do campus). Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos microorganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Áreas de Experimentação Consorciada: Inventario das espécies existentes nas áreas e plantio de espécies arbóreas e arbustivas medicinais. Área consorciada com espécies como banana, café, cacau, cupuaçu, mamão, gengibre, inhame, mandioca e urucum. Através do manejo agroflorestal, a proposta é adquirir subsídios necessários para a produção de estudos científicos complementando assim o conhecimento acadêmico a partir da vivência prática, compreendendo ser necessária uma educação para uma vida sustentável como forma de promover a educação ambiental no Campus e ainda como maneira de começar a trabalhar no dia-dia com práticas sustentáveis. Este setor obtém, assim como cada setor e o conjunto deles, suma importância no espaço da Estação, uma vez que de forma muito didática exemplifica como é possível a produção de alimentos e de outros produtos vegetais em uma dinâmica de floresta tropical.

O vídeo Estação ecológica da PUC: Cultivo e aprendizado, produzido pelo Grupo Gavião, mostra a relevância da Estação Ambiental, utilizada por alunos do curso de Geografia para realizar diversas práticas sustentáveis e aprender na prática técnicas de agrofloresta. O vídeo também mostra a realização da relevante prática social, Jornadas Ecológicas. Para acessa-lo, visite o portal PUC-Rio Digital.

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Revista GeoPUC - A revista do Departamento de Geografia