A atmosfera é o manto que cobre o planeta terra e permite, filtrando os raios solares, a existência da vida como conhecemos. O desenvolvimento da sociedade humana, num total descaso com os enormes serviços ambientais que a atmosfera propicia à vida, adotou uma matriz energética baseada no combustível fóssil que está comprometendo a frágil composição dos seus gases, gerando consequências catastróficas para a sociedade através das mudanças climáticas.
A Universidade deve agir de forma coordenada no intuito de liderar as ações que possam inverter esse complexo processo em que a humanidade se encontra. A contradição tem que ser superada com alternativas simples que buscam modificar hábitos enraizados e ecologicamente incorretos, sobretudo aqueles que comprometem a qualidade do ar, contribuindo para o agravamento das alterações climáticas.
Assim, problemas concretos como o transporte individualizado baseado em petróleo, que é o grande vilão do efeito estufa, devem ser modificados através de outras fontes alternativas. A Universidade como mediação importante na formação cultural deve propor mudança de paradigmas e estimular outras alternativas, como o transporte solidário, o transporte coletivo e o uso de bicicletas. O som se propaga no ar, por isso, em respeito ao indivíduo que se encontra no Campus e aos moradores das comunidades ao redor, é necessário estabelecer ações consistentes de planejamento, utilização de barreiras acústicas e identificação e mapeamento das áreas sensíveis à poluição sonora.
Visando melhorar a qualidade do ar do Campus, sugerimos as seguintes diretrizes gerais:
Diretrizes
- Neutralização dos gases poluentes gerados por algumas atividades realizadas no Campus.
- Acompanhamento das condições climáticas do Campus e do vale da Gávea, mensurando o padrão climático local, os eventos climáticos críticos e seus impactos.
- Acompanhamento da qualidade do ar no Campus e no vale da Gávea, identificando poluidores e gerando soluções técnicas que absorvam essa poluição.
- Diminuir os efeitos da poluição sonora implantando barreiras físicas ou biológicas dentro e fora do Campus, diminuindo o impacto produzido internamente e externamente, aos moradores do entorno da Universidade.
- Implantação de programas integrados de estímulo ao uso de transportes alternativos, como carona solidária, transporte coletivo e bicicletas.
Metas
CURTO PRAZO
- Incentivar campanhas de conscientização do uso de transportes alternativos e de baixa emissão de CO2.
Campanhas de Incentivo ao Uso de Bicicletas, Carona Solidária, Campanha de redução de emissão de CO2
- Incentivar campanhas de conscientização visando diminuir a poluição sonora dentro do Campus.
- Produzir um mapeamento das condições do ar no Campus.
- Produzir um mapeamento sonoro do Campus.
MÉDIO PRAZO
- Implantar uma estação de monitoramento da qualidade do ar no Campus.
- Monitorar a qualidade do ar do Campus.
- Monitorar as condições de temperatura e pressão no Campus.
- Produzir um mapeamento indicando os pontos críticos que geram a poluição gasosa na Universidade.
- Desenvolver indicadores de qualidade do ar no Campus.
- Implantar sistema de monitoramento da qualidade do ar no Campus.
- Mapeamento dos ventos no Campus.
- Implantar filtros para anular o efeito da emissão de gases poluentes – piloto.
- Implantar um sistema de carona solidária, com o apoio da Vice-Reitoria para Assuntos Comunitários (VRC) e prefeitura do Campus.
- Implantar um sistema de cobrança diferenciado no estacionamento, levando em conta a geração de gases de efeito estufa.
- Ampliar a capacidade dos bicicletários da Universidade.
- Propor ações normativas administrativas e acadêmicas que orientem a eliminação de gases e ruídos no Campus.
LONGO PRAZO
- Monitoramento detalhado dos gases produzidos nos diferentes laboratórios existentes no campus.
- Implantação de filtros em todos os agentes produtores de gases no Campus.
- Monitorar as condições de temperatura e pressão no vale da Gávea.
- Promover a adequação e expansão das instalações do Campus, de forma a reduzir a poluição sonora através da melhoria da eficiência dos materiais utilizados, bem como a criação de barreiras físicas ou biológicas nos espaços livres do Campus
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