O campus da PUC-Rio é reconhecido pela sua beleza natural. Grande parte da fama deve-se ao bosque e ao rio que corta o campus da universidade, o Rio Rainha, que hoje sofre com o desmatamento das margens e contaminação de suas águas. O projeto de “Mata Ciliar do Rio Rainha” pretende reverter o processo de degradação que o rio vem sofrendo.
O Rio Rainha nasce na Ponta das Andorinhas, um dos picos da Serra da Carioca, no Maciço da Tijuca, corta a Gávea e deságua no canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon. Seu trajeto já foi outro. O Rio Rainha, que por ironia do destino, já foi chamado de Rio Branco, desembocava na Lagoa Rodrigues de Freitas, passando por toda área de mangue que era o terreno da PUC-Rio. No governo do Prefeito Carlos Sampaio, em 1920, foram feitas canalizações dos rios da Serra da Carioca, e seu destino passou a ser o canal do Leblon.
O rio foi direcionado para o mar, mas antes de chegar lá banha a PUC-Rio, os colégios Teresiano e Constructor Sui, o Parque da Cidade e algumas casas da região. O Rainha foi canalizado em tubos subterrâneos em algumas partes do bairro e parece chegar limpo a PUC. Só parece... Testes de monitoramento da qualidade da água feitos pela Feema, em 2005, comprovam um alto índice de contaminação do rio. O Rainha é vitima constante despejos de dejetos. A Cedae reconhece que a causa do problema são as ligações clandestinas de esgoto.
Desde o século passado, ele vem sofrendo agressões. Em 1930, uma fábrica de feltro na Estrada da Gávea pegou fogo, o incêndio explodiu tanques de óleo e o combustível vazou para o rio. Além disso, a ocupação a Gávea desacompanhada de obras de infra-estrutura contribuiu para a degradação do Rainha.
No ano passado, a universidade realizou o I Concurso de Projetos Ambientais PUC-Rio, lançado na XIII Semana de Meio Ambiente com o tema "Soluções Ambientais para o Campus". O concurso foi pensado como uma forma de pensar a utilização do espaço em sintonia com a natureza.
O projeto "PUC-Rio Carbono Neutro por Mata Ciliar no Rio Rainha” ficou em primeiro lugar. O projeto visa conservar a Mata Ciliar do rio, nome dado à vegetação que nasce nas margens de rios e mananciais. A mata ciliar é uma proteção natural contra o assoreamento, importante no processo de barragem de detritos e para estabilização de barrancos. A ausência dela faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático. Com isso, reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e os riachos.
A mata ciliar é uma área de preservação permanente, que segundo o Código Florestal, Lei n.° 4.771/65, deve-se manter preservada. O projeto tem como objetivo a manutenção da mata, o replantio e, como conseqüência, a captura do gás carbono.
O trabalho de reflorestamento já começou. Nas margens do rio foram colocados bambus como forma contenção. Um painel com informações sobre o que é mata ciliar, captura de carbono, quais são as vegetação nativas do local e que plantas foram incorporadas ao projeto (açaí, cedro e ingá) pode ser visto na primeira ponte saindo do pilotis da ala Kennedy em direção ao bosque.
A idéia do grupo vai além do Rainha: eles pretendem criar um inventário do lançamento de carbono no campus em todo o ano de 2007. O projeto conta com o apoio do diretor do Departamento de Geografia, Marcelo Motta, e do Vice-Reitor Padre Josafá Siqueira.
O campus da PUC-Rio é reconhecido pela sua beleza natural. Grande parte da fama deve-se ao bosque e ao rio que corta o campus da universidade, o Rio Rainha, que hoje sofre com o desmatamento das margens e contaminação de suas águas. O projeto de “Mata Ciliar do Rio Rainha” pretende reverter o processo de degradação que o rio vem sofrendo.
O Rio Rainha nasce na Ponta das Andorinhas, um dos picos da Serra da Carioca, no Maciço da Tijuca, corta a Gávea e deságua no canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon. Seu trajeto já foi outro. O Rio Rainha, que por ironia do destino, já foi chamado de Rio Branco, desembocava na Lagoa Rodrigues de Freitas, passando por toda área de mangue que era o terreno da PUC-Rio. No governo do Prefeito Carlos Sampaio, em 1920, foram feitas canalizações dos rios da Serra da Carioca, e seu destino passou a ser o canal do Leblon.
O rio foi direcionado para o mar, mas antes de chegar lá banha a PUC-Rio, os colégios Teresiano e Constructor Sui, o Parque da Cidade e algumas casas da região. O Rainha foi canalizado em tubos subterrâneos em algumas partes do bairro e parece chegar limpo a PUC. Só parece... Testes de monitoramento da qualidade da água feitos pela Feema, em 2005, comprovam um alto índice de contaminação do rio. O Rainha é vitima constante despejos de dejetos. A Cedae reconhece que a causa do problema são as ligações clandestinas de esgoto.
Desde o século passado, ele vem sofrendo agressões. Em 1930, uma fábrica de feltro na Estrada da Gávea pegou fogo, o incêndio explodiu tanques de óleo e o combustível vazou para o rio. Além disso, a ocupação a Gávea desacompanhada de obras de infra-estrutura contribuiu para a degradação do Rainha.
No ano de 2007 a universidade realizou o I Concurso de Projetos Ambientais PUC-Rio, lançado na XIII Semana de Meio Ambiente com o tema "Soluções Ambientais para o Campus". O concurso foi pensado como uma forma de pensar a utilização do espaço em sintonia com a natureza.
O projeto "PUC-Rio Carbono Neutro por Mata Ciliar no Rio Rainha” ficou em primeiro lugar. O projeto visa conservar a Mata Ciliar do rio, nome dado à vegetação que nasce nas margens de rios e mananciais. A mata ciliar é uma proteção natural contra o assoreamento, importante no processo de barragem de detritos e para estabilização de barrancos. A ausência dela faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático. Com isso, reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e os riachos.
A mata ciliar é uma área de preservação permanente, que segundo o Código Florestal, Lei n.° 4.771/65, deve-se manter preservada. O projeto tem como objetivo a manutenção da mata, o replantio e, como conseqüência, a captura do gás carbono.
Nas margens do rio foram colocados bambus como forma contenção. Um painel com informações sobre o que é mata ciliar, captura de carbono, quais são as vegetação nativas do local e que plantas foram incorporadas ao projeto (açaí, cedro e ingá) pode ser visto na primeira ponte saindo do pilotis da ala Kennedy em direção ao bosque.
A idéia do grupo vai além do Rainha: entre os objetivos do projeto estavam a criação de um inventário do lançamento de carbono no campus em todo o ano de 2007. O projeto contou com o apoio do Professor do Departamento de Geografia, Marcelo Motta, e do Reitor Padre Josafá Siqueira.
Presença de garças e barrigudinhos não significa rio limpo
Quem pensa que tanto o bicicletário quanto o estacionamento já eram assim tempos atrás se engana. A PUC era um extenso manguezal, por onde canoas poderiam vir da Lagoa Rodrigo de Freitas até onde hoje está o bicicletário. Já o Jockey Clube era todo tomado de água. Com a urbanização, o rio e o manguezal foram aterrados e o que restou dentro da Universidade foi o canal que passa em seu centro, o rio que muitos desconhecem, o Rio Rainha.
Todas essas áreas urbanizadas substituíram as florestas por asfalto, que são superfícies impermeáveis, e por isso jogam líquido rapidamente nos eixos de drenagem. Enquanto que com as florestas havia a interdição das folhas e dos troncos, que retêm o líquido e alimentam o lençol freático aos poucos, explica Marcelo Motta, professor do Departamento de Geografia.
Para Motta, o Rio Rainha já tinha a tendência de ser um ambiente alagadiço antes da urbanização. Com a implementação do asfalto, "cada vez mais chuvas menores provocam enchentes maiores". O professor cita as garças vistas no rio, e esclarece que este animal é resistente e se alimenta de qualquer coisa. "O que você acha que é visão bucólica, às vezes, pode estar sinalizando que há um desequilíbrio ambiental", ressalta.
O Rio Rainha nasce na Ponta das Andorinhas, um dos picos da Serra da Carioca, no Maciço da Tijuca, corta a Gávea paralelo à Marquês de São Vicente e deságua no canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon. Não se pode ver todo o trajeto do rio, que aparece e desaparece várias vezes em seu curto percurso, porque é canalizado em tubos subterrâneos ou no fundo de terrenos particulares
Denise Mano, professora do Departamento de Engenharia Civil, monitora, todo semestre, a poluição de origem fecal do Rio Rainha com os alunos de graduação. A professora explica que é feito um trabalho de conscientização dos alunos e que o objetivo não é colocar em prática soluções de mudança e despoluição do Rainha.
Os alunos da professora Denise analisam a porção do rio que passa no interior da PUC e verificam o quanto a Universidade colabora para a contaminação. Segundo Denise, não existe contribuição efetiva da PUC com a poluição de origem fecal. O que se pode constatar durante algumas pesquisas é que o rio recebe o esgoto de parte da Favela da Rocinha e da comunidade Parque da Cidade.
A professora acrescenta que os resultados dos testes de monitoramento da qualidade da água do rio comprovam um alto índice de contaminação. "A maioria desses testes apresenta um número elevado de coliformes, principalmente a pesquisa feita no entorno da PUC, e isto indica que existe um alto índice de poluição fecal", afirma.
Projetos para diminuir a entrada de dejetos no Rio Rainha são idealizados por alunos de graduação. José Araruna, coordenador do curso de Engenharia Ambiental, trabalha com seus alunos soluções viáveis para barrar a passagem de lixo até as praias. O objetivo não é viabilizar a implementação destas soluções, e sim fazer com que os alunos pensem em propostas fáceis e baratas.
I Concurso de Projetos Ambientais PUC-Rio
Lançado na XIII Semana de Meio Ambiente PUC-Rio de 2007 com coordeação do NIMA e patrocínio da Mostra PUC, prospôs o tema "Soluções Ambientais para o Campus" desafiando os alunos a pensarem projetos que pudessem melhorar a qualidade ambiental do campus.
Os cinco projetos finalistas ( "PUC-Rio Carbono Neutro por Mata Ciliar no Rio Rainha", " Papel Eco", "Modelo de gestão para resíduos sólidos do campus da PUC-Rio", "Núcleo Ecológico da PUC-Rio" (NEPUC) e "Agroflorestal" ) entre os 21 inscritos que foram avaliados obtiveram na classificação dos três primeiros diferenças muito baixas entre os graus atribuídos nas avaliações, o que destaca a qualidade dos cinco projetos concorrentes!
1o lugar: Projeto PUC-Rio Carbono Neutro por Mata Ciliar no Rio Rainha
2o Lugar: Projeto Núcleo Ecológico da PUC-Rio "NEPUC"
3o lugar: Projeto Papel Eco
Fonte: Portal PUC-Rio Digital, Jornal da PUC e Blog da XVII Semana de Meio Ambiente da PUC-Rio
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