Manual de Descarte Correto – COVID-19

Separamos um manual de descarte correto do lixo para você que está infecctado/convive com alguém com o novo Coronavírus e um para quem esta saudável.

Para domicílios com suspeita de Covid-19, a recomendação é de que estes materiais sejam devidamente armazenados em casa para, enfim, ser descartado da maneira correta até que a situação da pandemia se normalize.



Você, que está saudável e não possui nenhum caso de suspeita em sua residência, deve realizar a separação do lixo e a coleta seletiva normalmente.

Reciclagem no mundo

O QUE É RECICLAGEM?
 
A reciclagem é o processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, visando a transformação em insumos ou novos produtos. Ela apresenta, como maiores benefícios, a economia de matérias-primas e de energia no processo produtivo e o aumento da vida útil dos aterros sanitários. O “rejeito” ou “lixo” é a parcela do resíduo que não pode ser reciclada ou reaproveitada.
A primeira etapa para que a reciclagem seja concretizada é dada pelo consumidor, ao descartar corretamente o seu resíduo. Esse fator é fundamental para que se possa realizar o processo, facilitando o trabalho de cooperativas de triagem, fomentando a indústria do setor.
 
O QUE É COLETA SELETIVA?
 
Na coleta seletiva, os resíduos são separados na fonte geradora, antes de serem recolhidos. Ou seja, o próprio consumidor separa os materiais em recicláveis e não recicláveis. Neste tipo de coleta, há o intuito de encaminhar o resíduo para reciclagem, compostagem, reuso, tratamento, aterros sanitários ou incineração.
Existem dois tipos de coletas seletivas: a multisseletiva e a simplificada.
A coleta multisseletiva separa os resíduos em recipientes de diferentes cores, para cada tipo de material. Já a coleta seletiva simplificada, como a adotada agora na PUC-Rio, separa os resíduos em apenas dois tipos: recicláveis e não recicláveis. As cores utilizadas no Estado do Rio de Janeiro,  para este tipo de coleta, são azul para recicláveis e cinza para não recicláveis (ou lixo).
 
COMO ESTÁ A COLETA SELETIVA NO BRASIL E NO MUNDO?
 
Os primeiros programas de reciclagem de resíduos sólidos no Brasil surgiram há cerca de 30 anos. Os dados sobre coleta de lixo e resíduos entre nós vêm de diversas fontes, mas todas concordam em que estamos bem longe do ideal. Hoje, 12,6% do lixo gerado aqui ainda não é sequer coletado, e sim jogado em qualquer lugar. Há algum tipo de coleta seletiva implementada em 18% dos 5.570 municípios brasileiros. Sete deles coletam seletivamente todos os resíduos que produzem.  
No total, apenas 3% das 80 milhões de toneladas de resíduos que o país produz por ano são reciclados. A distância dos países líderes é bastante expressiva: a Alemanha recicla 56,1% dos resíduos, a Áustria, 53,8% e a Coreia do Sul, 53,7%.
O Brasil lidera em reciclagem de latas de alumínio: 87,2% deste material é reaproveitado. O desempenho em resíduos de papel é um pouco pior: atingindo 52,3%. O maior problema é o plástico: reciclamos apenas 1,28%, enquanto a média dos outros países, segundo relatório das Nações Unidas, é 9%.
Há muito o que fazer. Tudo começa com pessoas que descartam de forma correta os resíduos de seu consumo, e com uma organização que os leva para os lugares certos. Aqui na PUC-Rio, estamos dando esse passo importante e você pode colaborar.
 

Descarte Correto na PUC-Rio

O Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA) tem a missão de direcionar a PUC-Rio para um caminho mais sustentável e de responsabilidade com a natureza. A campanha do Descarte Correto foi desenvolvida através da análise de pesquisas realizadas ao longo dos anos. A experiência de profissionais da área ambiental em reaproveitamento de resíduos foi fundamental.

Seus objetivos são conscientizar a comunidade universitária sobre a importância das ações individuais no êxito da coleta seletiva e orientá-la em relação à disposição correta dos resíduos gerados. A campanha é uma iniciativa que visa aumentar a quantidade de resíduos que é encaminhada para a reciclagem, de forma a reduzir o volume destinado a aterros sanitários, que são fontes de sérios problemas socioambientais.

Atualmente, os resíduos com potencial reciclável coletados no campus são destinados às cooperativas de triagem, onde são separados de acordo com a natureza de cada um dos materiais e, em seguida, direcionados para as respectivas indústrias de reciclagem. Estas cooperativas, porém, exigem certa qualidade nos resíduos encaminhados a elas: caso haja um teor significativo de elementos não recicláveis, o todo não é aceito. O cuidado prévio, no momento do descarte, é importante para garantir que a maior quantidade possível de resíduos seja de fato encaminhada para a reciclagem.

Entende-se, assim, a importância da campanha de Descarte Correto. A primeira medida tomada foi a readequação dos recipientes de coleta. O campus da PUC-Rio aplicou, ao longo do tempo, diferentes abordagens na separação de resíduos recicláveis. O campus, assim, ficou com diversos tipos de recipientes, o que dificultava, sobretudo, o trabalho dos funcionários terceirizados na hora da coleta do material descartado. Um padrão único e simples de coleta seletiva foi, então, admitido, em que a separação é dividida entre recicláveis e não recicláveis e facilitou-se tanto o descarte dos resíduos como a sua coleta. A escolha da posição dos recipientes foi feita baseada na proximidade de locais de consumo, de alto fluxo de pessoas e de entradas e saídas.

O Guia indica em qual lixeira devem ser colocados os diversos tipos de resíduos. Nele, também há dicas de boas práticas na hora do descarte: ações simples que podem ser feitas antes de se jogar algo na lixeira e que facilitam o trabalho na etapa de triagem, agregando valor ao conteúdo destinado à reciclagem.